De 27 a 29 de agosto de 2018 aconteceu no Teatro São Francisco no Complexo do Colégio São Francisco em Anápolis – GO, o II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos da Conferência dos Frades Menores do Brasil – CFMB. O Evento que teve como tema A Educação Franciscana em prol do Humanismo Solidário, contou com a presença de Escolas das diversas Províncias e Custódias da OFM do Brasil, bem como de outras Congregações Franciscanas. Confira abaixo como foi o encontro!


A cerimônia de abertura do II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos aconteceu na tarde desta segunda-feira (27), no Teatro São Francisco, na cidade de Anápolis – GO. O Coordenador da Rede Educacional Franciscana (REF), Frei Flávio Noleto, OFM saudou e acolheu todos os participantes. A oração inicial foi realizada pela equipe e educandos do Colégio São Francisco de Assis (GO), com a entrada da Cruz de São Damião e das imagens de Sant’Ana, São Francisco de Assis e Santa Clara. O Ministro Provincial, Frei Marco Aurélio da Cruz, OFM deu as boas-vindas e invocou as bênçãos de Deus sobre os participantes do Congresso. Fizeram parte da mesa diretiva: Frei Marco Aurélio da Cruz, Ministro Provincial da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil e Presidente da Rede Educacional Franciscana (REF); Frei Valmir Ramos, OFM – Definidor-Geral para a América Latina; Dom Frei Severino Clasen, OFM – Bispo da Diocese de Caçador (SC); Frei Claudino Gilz, OFM – da Província da Imaculada Conceição do Brasil (SP) e Grupo Rede Bom Jesus; Frei Hélio Moraes, OFM – da Província de Nossa Senhora da Assunção (MA); Frei Everton Leandro Piotto, OFM – da Custódia Sagrado Coração de Jesus (SP); Frei Oton Júnior, OFM – da Província Franciscana de Santa Cruz (MG); Frei Flávio Noleto, OFM – Coordenador Geral da Rede Educacional Franciscana (REF), Definidor e Ecônomo da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil; e Alex de Araújo – Secretário Municipal de Educação de Anápolis (GO), representando o Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal. Dom Frei Severino Clasen, OFM, mencionou a preocupação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com uma educação solidária e humanista, e ressaltou que a Ordem dos Frades Franciscanos já trabalha nesse eixo, educando para a solidariedade, trabalho tão importante e necessário para o atual contexto da sociedade brasileira. O Prefeito Municipal de Anápolis (GO), ex-aluno de uma escola franciscana, enviou sua mensagem, por meio do Secretário de Cultura, Alex de Araújo, destacando sua preocupação com a educação de novos cidadãos e que a Igreja Católica desempenha um importante papel social, despertando nas pessoas o espírito de solidariedade e humanidade. Na palestra de abertura “A Educação Franciscana em prol do Humanismo Solidário”, Frei Valmir Ramos, OFM contextualizou o atual cenário social em que grandes mudanças são necessárias perante as crises sociais que oprimem a humanidade. Destacou que a educação franciscana não pode distanciar-se dos princípios evangélicos e das orientações da Igreja e precisa levar em conta a vida concreta dos estudantes e de suas famílias com tudo que os atinge hoje. Nesse sentido, explicou ser fundamental cultivar a vivência das virtudes e valores humanos construindo um mundo de paz e igualdade. Por isso, a minoridade e fraternidade são uma luz no caminho da educação franciscana para se alcançar esse objetivo. Salientou, ainda, que o verdadeiro humanismo defende a dignidade e a igualdade de direitos, valoriza a diversidade e que, a partir daí, entra a solidariedade que deve ser praticada em ações concretas: acolher e não julgar ou condenar. Ao final, evidenciou que a educação franciscana precisa ir além e fazer a diferença. Concluiu que é necessário pensar nos mais pobres e ter a coragem de abraçar a promoção humana como forma solidária de cumprir a sua missão. Confira, em anexo, a apresentação completa da Palestra! Em seguida, a palestra de Frei Valmir Ramos, OFM culminou com mesa redonda moderada pelos Freis Oton Júnior, OFM e Claudino Gilz, OFM. Os congressistas abordaram diversos temas sobre a Educação Franciscana, dentre eles destacaram-se: • Educação Franciscana nas ideologias que contaminam a Educação Franciscana; • Os desafios das Instituições Franciscanas em relação à mercantilização da Educação; • O posicionamento político das Instituições Franciscanas; • O papel efetivo dos religiosos(as) dentro e fora dos limites das Escolas; • O papel das Instituições Franciscanas em momentos de crise e a representatividade das escolas do passado em relação aos dias de hoje; • Documentos que regem os fundamentos da Educação Franciscana.

 

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Slide – Frei Valmir – II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos

Texto Completo – A Educação Franciscana em Prol do Humanismo Solidário – Frei Valmir 

 
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Fonte: www.refeduc.com.br

No segundo dia do II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos, os alunos do Colégio São Francisco de Assis (GO) receberam os congressistas e, logo em seguida, houve a celebração do Ofício Divino das Comunidades (ODC), coordenada pela Província Nossa Senhora da Assunção – Bacabal (MA). Frei Everton Leandro Piotto, OFM – da Custódia do Sagrado Coração de Jesus, mediou as atividades do dia e saudou os participantes. Em seguida, a diretora do Colégio São Francisco de Assis (GO), Carla Camargo da Fonseca, convidou os alunos do Ensino Médio que encenaram a música “Canta Francisco”. Com o tema “Educação Franciscana e Cultura Inter-religiosa”, a palestra foi ministrada pelo Psicólogo e Doutor em Educação Artur Vandré Pitanga, que introduziu uma reflexão a partir do questionamento: o que é ser franciscano? E, com isso, conduziu seu raciocínio apresentando os seguintes elementos: sensibilidade; solidariedade; esperança ativa; fraternidade; compaixão; abertura ao diálogo; amor, coragem e sabedoria; justiça; conhecimento e reflexões profundas sobre a vida. De acordo com o palestrante, o jeito de “ser franciscano” é a base do educador franciscano: a dinâmica ensino/aprendizado passa pela vivência da realidade, compreende-se a complexidade do ser humano, a diversidade cultural no mundo e uma observação acurada da atualidade. Em relação ao aspecto da inter-religiosidade, afirmou que a cultura religiosa é formada por pessoas curiosas que procuram conhecer e entender a diversidade humana, e que a educação franciscana deve promover o respeito, a paz e a compreensão desse processo. Concluiu que o desafio dos educadores franciscanos é fazer com que os jovens gostem de estar no ambiente de aprendizagem e que sejam capazes de enxergar e repensar as estruturas da sociedade, denunciando as injustiças sociais. As oficinas tiveram início na segunda parte da manhã e se estenderam até o primeiro momento da tarde, com os seguintes temas: “Administração Humana e Solidária”, conduzida por Frei Fabiano Satler, OFM, sob a secretaria de Muriel Amorim; “Psicologia Humana e Solidária”, conduzida pela Irmã Marinêz Arantes da Silva, OSF, sob a secretaria de Frei Hélio Moraes, OFM; “Pedagogia Humana e Solidária”, conduzida pela Gestora Stela Regina Wontroba, sob a secretaria de Amanda Caroline; e “Franciscanismo Humano e Solidário”, conduzida por Frei Bruno Scapolan, OFM, sob a secretaria de Frei Ronildo Arruda de Souza, OFM. Os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar as quatro oficinas propostas. Terminadas as oficinas, foram apresentados os Projetos Inovadores Educacional, Humano e Solidário das cinco Províncias da Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB): Província Nossa Senhora da Assunção (MA/PI); Província Franciscana da Santa Cruz (MG); Custódia Sagrado Coração de Jesus (SP); Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO) e Província Imaculada Conceição do Brasil (SP), para socializar e divulgar os trabalhos desenvolvidos no campo educacional franciscano. Após as apresentações dos Projetos, iniciaram-se as Plenárias sobre as Oficinas Administrativa, Psicológica, Pedagógica e Franciscana, em que os congressistas tiveram a oportunidade de rever de maneira sistemática o Humanismo Solidário a partir dessas perspectivas. As atividades do dia foram encerradas com apresentações artísticas, numa animada Noite Cultural.

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Fonte: http://www.refeduc.com.br

No último dia do II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos, Frei Claudino Gilz, OFM, saudou os congressistas e, em seguida, fez-se a oração da manhã conduzida pela Província Santa Cruz, de Belo Horizonte – MG, fazendo memória do conhecimento construído ao longo desse encontro e invocando as bênçãos de Deus pela intercessão de São Francisco de Assis. Foi realizada a contextualização e perspectiva do tema do encontro “A Educação Franciscana em Prol do Humanismo Solidário”, por Frei Oton Júnior, OFM – da Província Franciscana da Santa Cruz (MG) e Frei César Külkamp, OFM – da Província Imaculada Conceição do Brasil (SP). Acerca da espiritualidade e da missão franciscana, Frei Oton dirigiu algumas reflexões aos participantes: existe outro tipo de humanismo que não seja solidário? Qual é a imagem que se tem de Jesus, de São Francisco e de uma escola franciscana? A excelência na educação é contrária aos valores franciscanos? Para responder a questões como essas, relacionadas à missão, é preciso formar, apresentar o carisma aos colaboradores e demais pessoas envolvidas no processo educacional. Na sequência, Frei César reafirma, a partir de documentos da Igreja, que a educação é meio de evangelizar, de ir ao encontro do próximo nas periferias da sociedade; a missão é diálogo, e apresentou ações e eventos que ajudam a entender melhor essas dimensões. A última palestra foi ministrada por Dom Frei Severino Clasen, OFM, Bispo da Diocese de Caçador (SC), com o tema: “Ano Laicato e a Educação Franciscana”. Iniciou sua abordagem falando da magnitude dos conflitos e da dificuldade em resolver os problemas conflitivos do Brasil, nos diversos âmbitos da cultura, política, economia e religião, e questionou “Como nós podemos nos colocar nesse mundo como franciscanos?”. A Igreja almeja que as pessoas sejam protagonistas, sujeitos eclesiais. Como nós na educação incentivamos os leigos a serem franciscanos? A grande responsabilidade franciscana, como educadores, deve-se propiciar uma educação humanista ao invés de uma educação mercantilista. Qual legado os franciscanos devem assumir para que os valores não sejam transitórios? O Bispo concluiu afirmando que deve-se utilizar São Francisco de Assis e Santa Clara como modelos de vida a se seguir, os educadores franciscanos devem adotar uma postura de acolhimento e compreensão das diferenças, buscando tornar o mundo mais fraterno, solidário e justo. Em seguida, iniciou-se a Plenária Interativa com discussões a respeito dos temas abordados na palestra. Concluiu-se o II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos com a Celebração Eucarística, fazendo a memória do Martírio de São João Batista, na Paróquia São Francisco de Assis, presidida por Dom Frei Severino Clasen, OFM e concelebrada pelos demais presbíteros presentes. Ao final da missa, Frei Marco Aurélio da Cruz, Ministro Provincial da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO) e Frei Flávio Noleto, OFM, Coordenador da Rede Educacional Franciscana (REF) fizeram os agradecimentos ao serviço de Educação da Conferência Franciscana dos Frades Menores do Brasil (CFMB); À Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil por acolher, organizar e sediar o II Congresso Nacional de Educadores Franciscanos; aos Frades, aos Colaboradores da Cúria e dos Colégios da REF, que ajudaram na organização do evento; À Paróquia São Francisco de Assis de Anápolis (GO) pelo apoio; e aos patrocinadores CFMB, Rede Bom Jesus e FAE Centro Universitário; Aos Conferencistas, Moderadores e condutores das Oficinas; E a todos que participaram do Congresso. O CFMB comunica que o III Congresso Nacional de Educadores, que acontecerá em agosto de 2020, ainda terá o local definido. À todos(as), PAZ e BEM!

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II CNEF – 3° Dia

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Fonte: www.refeduc.com.br